sexta-feira, 31 de julho de 2009

Jeito de mato

De onde é que vem esses olhos tão tristes?
Vem da campina onde o sol se deita.
Do regalo de terra que teu dorso ajeita.
E dorme serena, no sereno e sonha.
De onde é que salta essa voz tão risonha?

Da chuva que teima, mas o céu rejeita.
Do mato, do medo, da perda tristonha.
Mas, que o sol resgata, arde e deleita.
Há uma estrada de pedra que passa na fazenda.
É teu destino, é tua senda.
De onde nasce tuas canções.
As tempestades do tempo que marcam tua história
Fogo que queima na memória acende os corações.
Sim, dos teus pés na terra nascem flores.
A tua voz macia aplaca as dores
E espalha cores vivas pelo ar.
Sim, dos teus olhos saem cachoeiras.
Sete lagoas, mel e brincadeiras.
Espumas, ondas, águas do teu mar.

Não conheço ainda a intérprete dessa música, Paula Fernandes, mas virou promessa para o final de semana descobrir mais belezas como essa em sua voz.
Essa música constrói um ambiente lindo e que hoje, era tudo que eu queria. Uma vida bucólica, simples...entre a natureza e uma boa companhia.
Olhando para trás, não consigo identificar onde foi que eu peguei o caminho errado. A loucura e a confusão dessa vida que vivo não fui eu quem escolheu, pelo menos não conscientemente.
Cadê o atalho, o retorno, a saída mais próxima para a estrada de pedra da fazenda?

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